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Justiça proíbe vereador de entrar em unidades de saúde sem autorização

Uma decisão da Justiça Federal acendeu alerta sobre os limites da atuação parlamentar. O vereador de Várzea Grande, Kleberton Eustáquio, foi proibido de entrar em unidades de saúde sem autorização após uma série de episódios considerados abusivos.

Decisão aponta abuso de poder e violações legais
A medida foi determinada pelo juiz federal Guilherme Nascimento Peretto, atendendo a um pedido do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT).

Segundo a decisão, o parlamentar:

  • Invadiu unidades de saúde sem autorização
  • Interferiu no atendimento de pacientes
  • Gravou imagens indevidas
  • Acessou áreas restritas

O magistrado destacou que a conduta pode configurar abuso de poder e desvio de finalidade no exercício do mandato.

Violação da LGPD e risco à privacidade
Outro ponto central da decisão envolve a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
De forma direta: o vereador pode ter acessado dados sensíveis de pacientes do SUS, o que é considerado infração grave.

Isso inclui:

  1. Informações médicas
  2. Dados pessoais de pacientes
  3. Dados de profissionais da saúde

A exposição ou coleta indevida dessas informações fere direitos fundamentais como privacidade e dignidade.

O que o vereador está proibido de fazer
A Justiça determinou, sob pena de multa:

  • Não entrar em unidades sem autorização formal
  • Não gravar ou divulgar imagens sem consentimento
  • Não acessar áreas restritas
  • Não intimidar ou constranger profissionais

Entenda o caso
Em menos de três meses, foram registrados diversos episódios polêmicos durante fiscalizações, incluindo:

  • Entrada em unidade durante horário de almoço, com gravações indevidas
  • Invasão de área de descanso em hospital
  • Filmagem de médica durante atendimento
  • Abordagens consideradas agressivas, principalmente contra mulheres

Segundo o CRM-MT, há indícios de padrão de comportamento abusivo.


A decisão reforça que a fiscalização do poder público tem limites legais e deve respeitar direitos fundamentais. O caso levanta um debate nacional sobre abuso de autoridade e proteção de profissionais da saúde.

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