Mauro Cid: Delator-chave Aproxima Bolsonaro de Possível Prisão
A delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, intensificou as investigações sobre o ex-presidente, aumentando as chances de sua responsabilização judicial. Cid, que serviu como braço direito de Bolsonaro durante seu mandato, forneceu informações cruciais que embasam as acusações de tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
A Delação de Mauro Cid e Suas Implicações
Em setembro de 2023, Mauro Cid firmou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal, comprometendo-se a colaborar com as investigações em troca de benefícios legais. Sua delação revelou detalhes sobre a suposta trama para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo planos que envolviam a abolição violenta do Estado democrático de direito e organização criminosa.
Reações e Defesa de Bolsonaro
A defesa de Jair Bolsonaro tem contestado veementemente as acusações, buscando anular o testemunho de Cid sob alegação de que foi obtido sob pressão policial. Bolsonaro compareceu pessoalmente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para acompanhar as deliberações, em uma tentativa de demonstrar transparência e disposição para colaborar com a Justiça.
O Papel dos Aliados Próximos
Além de Cid, outros aliados próximos de Bolsonaro estão sob investigação, incluindo o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa, detido por suspeita de interferir nas investigações relacionadas ao suposto golpe. Essas prisões e delações de figuras-chave do círculo íntimo de Bolsonaro aumentam a pressão sobre o ex-presidente e ampliam as possibilidades de sua implicação direta nos eventos investigado.
As revelações provenientes da delação de Mauro Cid e de outros ex-assessores próximos colocam Jair Bolsonaro em uma posição cada vez mais delicada perante a Justiça brasileira. O avanço das investigações pode determinar se o ex-presidente enfrentará processos judiciais que poderão resultar em sua prisão.