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Alerta global: alargamento de praias artificiais pode gerar riscos ambientais e humanos


O que é o alargamento de praias e por que está em debate?

O alargamento de praias, também conhecido como “engordamento da faixa de areia”, é uma técnica usada para ampliar artificialmente a extensão de areia nas orlas marítimas. Muito comum em cidades turísticas como Balneário Camboriú (Brasil), Miami (EUA) e Barcelona (Espanha), o objetivo é conter o avanço do mar e valorizar o turismo costeiro.

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No entanto, uma nova pesquisa liderada por uma cientista brasileira lança um importante alerta global: embora esteticamente eficazes, essas intervenções têm provocado sérios impactos ambientais e aumentado riscos para a população.


Estudo revela riscos comuns em diferentes continentes

O estudo analisou o comportamento do mar e das correntes marítimas após obras de alargamento em Balneário Camboriú e Ingleses (SC), identificando consequências como:

  • Aumento no número de afogamentos
  • Mudança nas correntes marítimas
  • Piora na qualidade da água para banho

Esses efeitos também foram observados em praias internacionalmente conhecidas, como:

  • Miami Beach (EUA): o alargamento iniciado nos anos 1970 exigiu ciclos repetidos de intervenção. Os custos se acumulam e a erosão em áreas vizinhas se intensificou.
  • Barcelona (Espanha): após a intervenção para os Jogos Olímpicos de 1992, houve alterações no padrão das marés e necessidade de dragagens periódicas.
  • Gold Coast (Austrália): as intervenções exigem manutenção constante e causam impactos na vida marinha.
  • Xiamen (China): o uso de areia artificial reduziu a biodiversidade costeira e turvou as águas, afetando pesca e turismo.

Balneário Camboriú: símbolo nacional de um modelo em debate

Em Balneário Camboriú, a nova faixa de areia chegou a mais de 70 metros de largura, o que transformou a paisagem urbana e valorizou imóveis na região. Entretanto, dados do estudo apontam para:

  • Aumento de afogamentos
  • Redução na balneabilidade
  • Impactos não previstos na dinâmica do mar

Segundo a pesquisadora responsável, o problema não está na técnica em si, mas na ausência de planejamento de longo prazo e monitoramento contínuo. “Engordar uma praia não é como pintar uma parede. É mexer com um sistema vivo e complexo”, alerta.


A necessidade de um novo modelo de gestão costeira

Especialistas em oceanografia e gestão ambiental reforçam a importância de:

  • Avaliações ambientais contínuas
  • Inclusão da ciência no planejamento urbano
  • Participação das comunidades locais
  • Soluções sustentáveis e integradas com o ecossistema

Além disso, o estudo está sendo compartilhado com universidades internacionais, abrindo espaço para uma cooperação global sobre como gerenciar as zonas costeiras de forma equilibrada.


O mar não aceita improviso

À medida que o avanço do mar se torna uma preocupação real para países costeiros, intervenções mal planejadas podem se tornar armadilhas caras e perigosas. O alerta é claro: sem ciência, monitoramento e responsabilidade ambiental, o mar pode devolver — ou levar ainda mais — do que se tentou preservar.


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