Pastor agredido em Navegantes é alvo de acusações infundadas
Fotos compartilhadas tentam associar vítima de agressão ao prefeito Liba Fronza.
Acusações sem provas levam à violência
No dia 18 de janeiro de 2024, um pastor evangélico identificado como J.N.M., membro do Conselho de Pastores de Navegantes (COPAN), foi agredido no bairro Nossa Senhora das Graças após ser acusado injustamente de estupro contra sua enteada de 16 anos. A Polícia Militar apurou que não há boletins de ocorrência, mandados de prisão ou qualquer denúncia formal contra ele.
Tentativa de linchamento e fuga
Cercado por uma multidão, o pastor sofreu agressões e buscou abrigo em uma igreja local. Apesar de ferimentos leves, ele recusou atendimento médico e declarou temer por sua segurança. Escoltado pela polícia até a rodoviária, J.N.M. decidiu deixar a cidade para evitar novos ataques.
Fotos viralizam para associar pastor ao prefeito
Fotos do pastor, tiradas em momentos de oração no gabinete do prefeito Liba Fronza, foram compartilhadas nas redes sociais por perfis anônimos. As imagens, originalmente publicadas pelo COPAN, foram utilizadas com o objetivo de relacionar o prefeito ao episódio de violência sofrido pelo religioso.
Justiça pelas próprias mãos: um perigo
A Polícia Militar reforça que a violência não deve ser usada como forma de justiça, alertando para os riscos de linchamentos e acusações sem provas. O caso destaca a importância de denúncias formais para garantir a apuração dos fatos e a segurança de todos.
O COPAN e a comunidade evangélica repudiaram as ações de violência e o uso indevido das imagens do pastor, ressaltando que a verdade deve prevalecer.

O prefeito e o COPAN
O prefeito Liba Fronza e o COPAN, que frequentemente realizam orações e encontros públicos, ainda não se manifestaram oficialmente sobre a divulgação das imagens e sua associação ao ocorrido.
A Polícia Militar reafirma a importância de tratar casos delicados como esse de forma legal e com responsabilidade, evitando julgamentos precipitados e ações injustas.