Notícias em DestaqueSegurança

Operação Repartição em Penha: vereador e ex-chefe de gabinete são presos por suspeita de rachadinha

Ação do GAECO mira esquema dentro da Câmara e expõe suspeitas de desvio de salários de servidores

Uma operação do GAECO, com apoio do Ministério Público de Santa Catarina, resultou na prisão de um vereador e de um ex-chefe de gabinete na tarde desta quarta-feira (1º), em Penha, no Litoral Norte. A investigação apura um suposto esquema de “rachadinha” dentro da Câmara Municipal.

Como funcionava o esquema

De acordo com as investigações, servidores comissionados eram pressionados a devolver parte dos salários após a nomeação. Os repasses seriam feitos diretamente aos investigados, em transferências bancárias.

Esse tipo de prática é conhecido como “rachadinha” e ocorre quando:

  • O servidor recebe o cargo público;
  • Parte do salário é devolvida de forma irregular;
  • O dinheiro vai para quem indicou ou mantém o cargo.

Prisões e buscas

A operação cumpriu:

  • 2 mandados de prisão preventiva
  • 4 mandados de busca e apreensão

As ordens foram expedidas pela Justiça e incluíram diligências dentro da própria Câmara. Materiais como celulares e documentos foram recolhidos para análise.

Quem são os investigados

Segundo o Ministério Público, o ex-chefe de gabinete seria o responsável por intermediar as cobranças e organizar os repasses. Já o vereador investigado apareceria como possível destinatário final dos valores.

Outras pessoas ligadas ao Legislativo também estão sob investigação.

Repercussão na região

O caso movimenta não só Penha, mas toda a região, incluindo Itajaí, onde situações semelhantes já geraram debate público sobre transparência e uso de recursos.

Antes mesmo da operação, a Câmara havia tomado medidas administrativas, como afastamento e mudanças internas.

O que acontece agora

A investigação segue sob sigilo. Os materiais apreendidos passarão por perícia e podem ampliar o alcance das apurações.

Se confirmadas, as irregularidades podem envolver crimes como:

  • Peculato
  • Concussão

As penas podem incluir prisão e perda de função pública.


A situação ainda está em andamento e pode trazer novos desdobramentos nos próximos dias.

👉 O que você acha desse caso? Comente e compartilhe para informar mais pessoas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *